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Guilherme Bagatoli
Jul 30, 2026
Templo de Kirtland-Ohio, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
"Ele irá adiante de nós"
(Presidente Henry B. Eyring-Segundo conselheiro na Primeira Presidência)
Foi uma reunião no Dia do Senhor realizada em 3 de abril de 1836, no Templo de Kirtland, em Ohio, sete dias depois de ele ter sido dedicado. Joseph Smith descreveu esse momento grandioso na história do mundo de maneira simples. Muito desse relato está registrado na seção 110 de Doutrina e Convênios:
“À tarde, ajudei os outros presidentes na distribuição da Ceia do Senhor à Igreja, recebendo-a dos Doze, que tiveram o privilégio de oficiar à mesa sagrada hoje. Após realizar esse serviço para meus irmãos, retirei-me para o púlpito e, estando as cortinas abaixadas, curvei-me com Oliver Cowdery em solene e silenciosa oração. Após orarmos, a seguinte visão foi-nos dada”.
“Retirou-se o véu de nossa mente e abriram-se os olhos de nosso entendimento.
Vimos o Senhor de pé no parapeito do púlpito, diante de nós; e sob seus pés havia um calçamento de ouro puro, da cor de âmbar.
Os seus olhos eram como uma labareda de fogo; os cabelos de sua cabeça eram brancos como a pura neve; o seu semblante resplandecia mais do que o brilho do sol; e a sua voz era como o ruído de muitas águas, sim, a voz de Jeová, que dizia:
Eu sou o primeiro e o último; sou o que vive, sou o que foi morto; eu sou vosso advogado junto ao Pai.
Eis que perdoados vos são vossos pecados; estais limpos diante de mim; portanto, erguei a cabeça e regozijai-vos.
Que se regozije o coração de vossos irmãos e o coração de todo o meu povo, que com sua força construiu esta casa ao meu nome.
Pois eis que aceitei esta casa, e meu nome aqui estará; e manifestar-me-ei a meu povo com misericórdia nesta casa.
Sim, aparecerei aos meus servos e falar-lhes-ei com minha própria voz, se o meu povo guardar os meus mandamentos e não profanar esta casa santa.
Sim, o coração de milhares e dezenas de milhares grandemente se regozijará, em consequência das bênçãos que serão derramadas e da investidura com que os meus servos foram investidos nesta casa.
E a fama desta casa espalhar-se-á por terras estrangeiras; e este é o princípio da bênção que será derramada sobre a cabeça de meu povo. Assim seja. Amém.
Depois de encerrar-se esta visão, os céus tornaram-se a abrir e Moisés apareceu diante de nós e conferiu-nos as chaves para coligar Israel das quatro partes da Terra e trazer as dez tribos da terra do norte.
Depois disto, Elias apareceu e conferiu-nos a dispensação do evangelho de Abraão, dizendo que em nós e em nossa semente todas as gerações depois de nós seriam abençoadas.
Concluída essa visão, outra grande e gloriosa visão abriu-se para nós; pois Elias, o profeta, que fora levado ao céu sem experimentar a morte, apareceu diante de nós e disse:
Eis que é chegado plenamente o tempo proferido pela boca de Malaquias — testificando que ele [Elias, o profeta] seria enviado antes que viesse o grande e terrível dia do Senhor —
Para voltar o coração dos pais para os filhos e os filhos para os pais, a fim de que a Terra toda não seja ferida com uma maldição —
Portanto, as chaves desta dispensação são confiadas às vossas mãos; e assim sabereis que o grande e terrível dia do Senhor está perto, sim, às portas.”
Eu já havia lido esse relato muitas vezes. O Espírito Santo me confirmou que o relato era verdadeiro. Entretanto, à medida que estudava e me preparava para esta conferência, passei a ver mais claramente o poder do Senhor para guiar em detalhes Seus discípulos em Sua obra.
Sete anos antes de Moisés conferir a Joseph as chaves da coligação de Israel no Templo de Kirtland, “Joseph aprendeu com a página de título do Livro de Mórmon que o propósito do livro era ‘mostrar aos remanescentes da casa de Israel (…) que [eles podem conhecer] os convênios do Senhor e [saber] que não foram rejeitados para sempre’. Em 1831, o Senhor disse a Joseph que a coligação de Israel começaria em Kirtland: ‘E de lá [Kirtland] os que eu desejar irão a todas as nações (…), pois Israel será salvo e guiá-lo-ei’”.